A construção da Refinaria do Lobito, na província de Benguela (Angola), continua a avançar e mantém a data-alvo de 2027 para o início da produção de derivados de petróleo — segundo declarações recentes do Governo.
Segundo informação oficial do MIREMPET e da Sonangol, a refinaria é considerada “prioridade máxima”. Em dezembro de 2025, durante uma visita à obra na província de Benguela, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, reafirmou que a unidade deverá começar a fornecer ao mercado nacional alguns derivados já em 2027.
A refinaria terá capacidade para processar 200 mil barris de petróleo bruto por dia — uma escala que, segundo o projecto, será suficiente para reduzir significativamente a dependência de importações de combustíveis refinados. O contrato para a construção foi assinado em Outubro de 2023 entre a Sonangol e a empresa chinesa CNCEC, com um investimento previsto de aproximadamente US$ 6 mil milhões.
De acordo com dados públicos de 2025, o projeto já atingiu 46% de execução da primeira fase. A infraestrutura inclui não apenas as unidades de refinação mas também um plano para a criação de um polo petroquímico associado — aumentando o impacto potencial na indústria nacional.
As autoridades consideram a refinaria essencial para garantir segurança energética, reduzir importações, fomentar o valor agregado nacional e criar postos de trabalho.
Por que esta notícia é importante
- A entrada em operação da refinaria poderá transformar Angola em um país mais autossuficiente em combustíveis refinados — reduzindo a dependência externa.
- Com capacidade elevada de processamento e plano de repotenciação petroquímica, o projeto da Refinaria do Lobito pode impulsionar a industrialização local e gerar emprego e desenvolvimento regional.
- A concretização do projeto em 2027 reforça a estratégia de longo prazo do país para modernizar o setor de energia e infraestrutura energética.


















