Angola prepara transição definitiva para factura digital: e-invoicing será obrigatória a partir de 1º de Janeiro de 2026 O governo angolano vai tornar obrigatória a emissão de facturas electrónicas (e-invoicing) a partir de 1º de janeiro de 2026, para grandes contribuintes e empresas que prestam serviços ao Estado, segundo a Administração Geral Tributária (AGT). A medida decorre do novo regime jurídico instituído pelo Decreto Presidencial 71/25, de março de 2025 — que altera as regras de emissão de facturas e exige o uso de software homologado pela AGT, capaz de transmitir dados em tempo real e cumprir requisitos de segurança, integridade e arquivo. Durante os últimos meses de 2025, está em curso uma fase transitória: entre 1 de outubro e 31 de dezembro, empresas sujeitas à nova norma podem continuar a emitir facturas em papel sem penalidades. A partir de 2026, apenas facturas electrónicas (emitidas via software certificado) serão aceitas. Segundo especialistas, a adoção do e-invoicing representa uma oportunidade para reduzir custos administrativos — com potencial de economia de 50% a 70% no processamento de facturas — e para aumentar a transparência fiscal, reduzir erros e facilitar a fiscalização de transações. A transição para facturas electrónicas também está alinhada com um esforço mais amplo de modernização do sistema tributário de Angola, promovendo digitalização, formalização da economia e combate à evasão fiscal. O que muda para empresas e o que esperar Por que é relevante para a Economia & Infraestrutura digital A digitalização da facturação é um passo importante na modernização da infraestrutura administrativa e tributária de Angola — reforçando a integração entre tecnologia, regulação e economia. Para empresas, representa adaptação digital obrigatória; para o Estado, maior eficiência na arrecadação e no controlo fiscal; e para o cidadão/consumidor, mais transparência nas transações.
Demanda energética dos Data Centers poderá quase triplicar até 2035
A procura global por energia para alimentar data centers está a crescer a um ritmo sem precedentes — e poderá aumentar quase 300% até 2035, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial, computação em nuvem e aplicações de alto desempenho. A previsão surge num relatório recente analisado por vários meios internacionais, que aponta que só nos Estados Unidos a demanda poderá alcançar 106 gigawatts (GW) até 2035, comparado com cerca de 40 GW atuais, indicando um crescimento de quase três vezes. Especialistas alertam que este cenário poderá pressionar redes elétricas, obrigando a investimentos massivos em infraestruturas energéticas e a aceleração da transição para fontes renováveis — sobretudo porque os novos centros de dados são cada vez maiores, consumindo frequentemente 100 a 500 megawatts (MW) por instalação. IA e cloud como motores da explosão energética O crescimento da IA generativa é hoje o principal factor de aumento da procura. Modelos cada vez maiores exigem processamentos contínuos, acelerando a construção de novos data centers e elevando significativamente as necessidades de eletricidade. A IEA (International Energy Agency) já havia previsto que o consumo elétrico global dos data centers poderá duplicar até 2030, tendência que se alinha com os novos cenários para 2035. Impacto para África e Angola A pressão sobre redes elétricas globais abre uma janela de oportunidades para regiões com potencial energético e espaço para construção de novas infraestruturas — como é o caso de vários países africanos. Para Angola, que está a investir em data centers, redes de energia e modernização digital, estas projeções reforçam a necessidade de políticas energéticas robustas, diversificação de fontes e incentivos à eficiência. Eficiência e energia limpa serão determinantes Apesar do crescimento acelerado, especialistas defendem que é possível mitigar o impacto através de: A pressão da IA no setor energético é hoje vista como um dos maiores desafios — e oportunidades — da década.
Refinaria do Lobito inicia produção de derivados de petróleo em 2027
A construção da Refinaria do Lobito, na província de Benguela (Angola), continua a avançar e mantém a data-alvo de 2027 para o início da produção de derivados de petróleo — segundo declarações recentes do Governo. Segundo informação oficial do MIREMPET e da Sonangol, a refinaria é considerada “prioridade máxima”. Em dezembro de 2025, durante uma visita à obra na província de Benguela, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, reafirmou que a unidade deverá começar a fornecer ao mercado nacional alguns derivados já em 2027. A refinaria terá capacidade para processar 200 mil barris de petróleo bruto por dia — uma escala que, segundo o projecto, será suficiente para reduzir significativamente a dependência de importações de combustíveis refinados. O contrato para a construção foi assinado em Outubro de 2023 entre a Sonangol e a empresa chinesa CNCEC, com um investimento previsto de aproximadamente US$ 6 mil milhões. De acordo com dados públicos de 2025, o projeto já atingiu 46% de execução da primeira fase. A infraestrutura inclui não apenas as unidades de refinação mas também um plano para a criação de um polo petroquímico associado — aumentando o impacto potencial na indústria nacional. As autoridades consideram a refinaria essencial para garantir segurança energética, reduzir importações, fomentar o valor agregado nacional e criar postos de trabalho. Por que esta notícia é importante



