As mulheres já representam cerca de 21% da força de trabalho no sector petrolífero em Angola, um dado que sinaliza avanços na inclusão de género numa das indústrias mais estratégicas do país, historicamente dominada por homens.
A informação foi revelada pelo Secretário de Estado para Petróleo e Gás, José Barroso, durante um encontro institucional sobre diversidade e inclusão no sector energético, citado pela imprensa nacional.
Segundo o governante, apesar de os homens continuarem a ser maioria, as mulheres já ocupam cargos técnicos, de gestão e até posições de decisão, tanto em empresas públicas como privadas ligadas à indústria do petróleo.
Presença feminina cresce, mas desafios persistem
O sector petrolífero angolano emprega dezenas de milhares de trabalhadores e, durante muitos anos, a participação feminina esteve abaixo dos 20%.
Dados oficiais anteriores indicavam percentuais em torno de 17% a 18%, o que mostra que o actual número de 21% representa uma evolução gradual, ainda que insuficiente para garantir equilíbrio de género.
Apesar do progresso, especialistas e entidades do sector reconhecem que ainda existem desafios importantes, como:
- Baixa presença de mulheres em áreas técnicas de campo e engenharia;
- Dificuldades de acesso a cargos de topo;
- Barreiras culturais e institucionais.
Mulheres em cargos estratégicos
De acordo com as declarações oficiais, já existem mulheres em funções de liderança em instituições-chave do sector, como:
- Sonangol
- Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG)
- Operadoras internacionais que actuam em Angola
Este movimento está alinhado com uma tendência global de promoção da diversidade na indústria energética, impulsionada por políticas de inclusão e programas de capacitação profissional.
Um sinal de transformação no sector energético
O crescimento da participação feminina é visto como um passo importante para a modernização do sector petrolífero angolano, que enfrenta, ao mesmo tempo, o desafio da transição energética, da digitalização e da necessidade de maior sustentabilidade social.
Para analistas, mais diversidade significa mais inovação, melhores decisões e maior competitividade internacional.


















