As mulheres já representam cerca de 21% da força de trabalho no sector petrolífero em Angola, um dado que sinaliza avanços na inclusão de género numa das indústrias mais estratégicas do país, historicamente dominada por homens. A informação foi revelada pelo Secretário de Estado para Petróleo e Gás, José Barroso, durante um encontro institucional sobre diversidade e inclusão no sector energético, citado pela imprensa nacional. Segundo o governante, apesar de os homens continuarem a ser maioria, as mulheres já ocupam cargos técnicos, de gestão e até posições de decisão, tanto em empresas públicas como privadas ligadas à indústria do petróleo. Presença feminina cresce, mas desafios persistem O sector petrolífero angolano emprega dezenas de milhares de trabalhadores e, durante muitos anos, a participação feminina esteve abaixo dos 20%.Dados oficiais anteriores indicavam percentuais em torno de 17% a 18%, o que mostra que o actual número de 21% representa uma evolução gradual, ainda que insuficiente para garantir equilíbrio de género. Apesar do progresso, especialistas e entidades do sector reconhecem que ainda existem desafios importantes, como: Mulheres em cargos estratégicos De acordo com as declarações oficiais, já existem mulheres em funções de liderança em instituições-chave do sector, como: Este movimento está alinhado com uma tendência global de promoção da diversidade na indústria energética, impulsionada por políticas de inclusão e programas de capacitação profissional. Um sinal de transformação no sector energético O crescimento da participação feminina é visto como um passo importante para a modernização do sector petrolífero angolano, que enfrenta, ao mesmo tempo, o desafio da transição energética, da digitalização e da necessidade de maior sustentabilidade social. Para analistas, mais diversidade significa mais inovação, melhores decisões e maior competitividade internacional.
TotalEnergies amplia concessões de petróleo na Líbia até 2050 e aposta em novo ciclo de investimentos
A TotalEnergies assinou um acordo estratégico com o Governo da Líbia para estender a exploração e produção das concessões de petróleo de Waha até 31 de dezembro de 2050, abrindo caminho para uma nova fase de investimentos e reforçando sua presença no país após quase 70 anos de operações. O acordo foi formalizado no dia 24 de janeiro de 2026, durante o Libya Energy & Economy Summit em Trípoli, pelo CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, na presença do primeiro-ministro da Líbia, Abdul Hamid Dbeiba. O que muda com a extensão Segundo o comunicado da TotalEnergies, a expansão das concessões se alinha à sua estratégia global de crescimento em ativos com custo de produção competitivo e menores emissões, reforçando o compromisso da empresa com a Líbia. Parcerias e perspectivas As concessões de Waha são operadas pela Waha Oil Company, controlada pela National Oil Corporation (NOC) da Líbia (59,16 %), com participação da TotalEnergies (20,42 %) e da ConocoPhillips (20,42 %). A ampliação do contrato sinaliza confiança internacional e poderá atrair novos investimentos para o setor de hidrocarbonetos líbio, importante motor econômico do país após anos de instabilidade política e oscilações na produção. Impactos regionais e globais Este movimento estratégico fortalece a presença da TotalEnergies no Norte da África num momento em que o setor de energia busca equilíbrio entre segurança de abastecimento e metas de sustentabilidade. A extensão também reforça a importância da Líbia como fornecedor de hidrocarbonetos no mercado internacional.



