A BP anunciou a aquisição de uma participação maioritária em três blocos de exploração offshore na Namíbia, marcando a sua entrada como operadora no país e reforçando a aposta estratégica no sector petrolífero.
De acordo com a Reuters, a petrolífera britânica vai adquirir 60% de participação nos blocos por cerca de 2,7 milhões de dólares, num acordo com a empresa canadiana Eco Atlantic Oil & Gas.
Os activos localizam-se na Bacia de Walvis, uma área considerada promissora e situada a norte da prolífica Bacia de Orange, onde grandes descobertas já foram feitas por empresas como Shell e TotalEnergies.
Apesar da entrada da BP como operadora, a Eco Atlantic Oil & Gas e a estatal namibiana NAMCOR permanecerão como parceiras no projecto.
Mudança estratégica da BP
O movimento surge num momento em que a BP está a reorientar a sua estratégia, voltando a priorizar investimentos em petróleo e gás após uma aposta menos bem-sucedida em energias renováveis.
A empresa pretende ainda alienar até 20 mil milhões de dólares em activos e reduzir a sua dívida para um intervalo entre 14 e 18 mil milhões de dólares até 2027, numa tentativa de reforçar o valor para os accionistas.
Namíbia consolida-se como novo hotspot energético
A entrada da BP reforça a crescente atracção internacional pela Namíbia, que tem vindo a destacar-se como uma das novas fronteiras globais da exploração offshore.
O país, que ainda não produz petróleo, ambiciona iniciar a produção até 2030, impulsionado por uma série de descobertas recentes que têm atraído grandes multinacionais do sector energético.
Nos últimos meses, empresas como Petrobras e TotalEnergies também reforçaram a sua presença no país, confirmando uma tendência crescente de investimento na região.
Leitura estratégica para África
Este movimento evidencia uma tendência mais ampla: grandes petrolíferas globais estão a reposicionar-se em África, particularmente em mercados emergentes com elevado potencial geológico.
Para países como Angola, este cenário reforça a concorrência regional por investimento, ao mesmo tempo que evidencia a importância estratégica do Golfo da Guiné e da costa atlântica africana no futuro energético global.


















