A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), a ExxonMobil e os restantes parceiros do consórcio confirmaram a Decisão Final de Investimento (DFI) para o projecto de extensão da vida útil do Bloco 15, um dos mais importantes ativos de produção offshore em Angola. A aprovação marca um passo estratégico para garantir a continuidade operacional do bloco, aumentar a recuperação de recursos e prolongar a sua contribuição para as receitas energéticas do país.
Segundo a ANPG, a decisão resulta de um trabalho conjunto entre o operador e o Estado angolano para reforçar a produção através da otimização das infraestruturas existentes e da incorporação de novas soluções técnicas que permitirão melhorar a eficiência e estender o ciclo económico do campo. O projecto prevê intervenções em instalações, sistemas de processamento e integração de tecnologias de recuperação avançada, assegurando condições para que o Bloco 15 continue a produzir de forma estável nos próximos anos.
A extensão da vida útil do bloco insere-se na estratégia nacional de estabilização da produção petrolífera, numa altura em que Angola procura manter níveis competitivos de extração, atrair novos investimentos e fortalecer a sua posição no mercado internacional de energia. Ao mesmo tempo, reforça a confiança das grandes operadoras no ambiente regulatório e no potencial geológico angolano, num contexto global em que as empresas do setor ajustam portfólios e priorizam ativos de maior retorno.
O Bloco 15, operado pela ExxonMobil, é responsável por uma parcela significativa da produção offshore do país e tem sido, ao longo dos anos, um dos pilares das receitas nacionais. A decisão agora anunciada demonstra a intenção dos parceiros de continuar a apostar em Angola, garantindo estabilidade ao setor e sustentação à cadeia de valor que envolve serviços, logística e mão-de-obra altamente especializada.
A ANPG destaca que o projecto está alinhado com as prioridades estratégicas do Governo para o setor dos petróleos, nomeadamente a melhoria do ambiente de negócios, o aumento da eficiência operacional e a valorização da produção nacional. O prolongamento da vida útil do bloco deverá também assegurar benefícios adicionais para o Estado, traduzidos em receitas fiscais, postos de trabalho e fortalecimento da indústria local.


















