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Angola deverá produzir 1,14 milhão de barris de petróleo por dia em 2026

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Uma análise publicada recentemente por consultores da Oxford Economics projeta um aumento significativo da produção de petróleo em Angola em 2026, elevando a média diária para 1,14 milhão de barris por dia — um crescimento estimado em aproximadamente 6,5% em comparação com as médias de 2025.

Contexto da Previsão

Segundo a consultora internacional com sede em Londres, o impulso para esse crescimento se deve principalmente à entrada em fase operacional de novos projetos petrolíferos iniciados no terceiro trimestre de 2025, os quais devem alcançar plena capacidade ao longo do primeiro semestre de 2026.

Apesar dessa previsão otimista, os números oficiais de produção em fim de 2025 mostram variações mensais e uma produção média em torno de 1,027 milhões de barris por dia em dezembro, ligeiramente abaixo da meta mensal prevista.

Importância para a Economia Angolana

O petróleo continua a ser um componente estruturante da economia nacional, representando uma fatia significativa do Produto Interno Bruto (PIB) e da receita estatal — com estimativas indicando que quase 20% do PIB e 50% das receitas públicas provêm do setor petrolífero.

Este contexto confirma a posição de Angola como um dos principais produtores de crude em África, atrás apenas da Nigéria, e evidencia a importância de manter investimentos e políticas que incentivem tanto a estabilidade da produção quanto a atração de capital estrangeiro.

Desafios e Perspetivas

Embora a previsão de 1,14 milhão de barris por dia seja um sinal positivo, persistem desafios para o setor, incluindo:

  • Dependência económica do petróleo, com necessidade de diversificação produtiva e energética;
  • Oscilações na produção mensal e cumprimento de metas operacionais;
  • Riscos externos de mercado internacional, como mudanças na procura global e preços do petróleo.

Esses fatores reforçam a necessidade de Angola continuar a atrair investimento em exploração e produção, bem como reforçar a capacidade de refino interno e a transição para energias alternativas a médio e longo prazo.

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