A Etu Energias estará a avaliar a necessidade de associar um parceiro com experiência em operações em águas profundas para apoiar uma eventual aquisição das participações que a Chevron acordou vender à Energean nos blocos 14 e 14K, em offshore angolano.
O movimento surge após a empresa angolana ter activado o seu direito de preferência sobre a transacção anunciada pela Energean em Março, avaliada em cerca de 260 milhões de dólares.
De acordo com informações avançadas por publicações especializadas do sector, a eventual procura de um parceiro estará relacionada com requisitos técnicos associados à operação dos activos, incluindo a necessidade de comprovação de experiência em produção em águas profundas, um factor frequentemente determinante em transacções deste tipo.
A Energean confirmou anteriormente que a Etu Energias notificou a intenção de exercer os seus direitos de preferência sobre a venda das participações da Chevron nos blocos 14 e 14K. Caso sejam cumpridas todas as condições exigidas, a empresa angolana poderá substituir a companhia grega na operação e adquirir os activos nas mesmas bases acordadas com a petrolífera norte-americana.
A evolução deste processo ocorre num contexto em que a Etu Energias reforça a sua presença nos mesmos activos. Em Março, a empresa anunciou a aquisição das participações da Azule Energy nos blocos 14 e 14K, reforçando a sua exposição a campos produtivos no offshore angolano.
Segundo fontes do sector, o desenvolvimento poderá reflectir a estratégia da companhia de aumentar a sua posição nos blocos 14 e 14K após a saída da Chevron, num processo que ainda depende de condições técnicas e regulatórias para a sua conclusão.
Os blocos 14 e 14K, localizados na Bacia do Baixo Congo, continuam entre os activos mais relevantes do offshore angolano, com produção estabelecida e interesse contínuo de operadores internacionais.


















