A Equinor adquiriu uma participação de 30% no Bloco 16/21, localizado offshore Angola, através de um acordo celebrado com a TotalEnergies, que continuará a exercer a função de operadora do activo com os restantes 70%. Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), o acordo foi assinado em Luanda, no dia 11 de Junho, e a conclusão da transacção permanece dependente da aprovação das autoridades competentes. O acordo foi rubricado pelo Director-Geral da TotalEnergies em Angola, Martin Deffontaines, e pela Directora-Geral da Equinor em Angola, Ane Aubert. A cerimónia contou ainda com a presença de representantes da ANPG, incluindo o Director de Negociações, Hélder Iombo, o Gerente de Bloco, Raúl Madaleno, e a Directora de Comunicação, Neusa Cardoso. De acordo com a Concessionária Nacional, a operação reflecte a ambição comum da TotalEnergies e da Equinor de explorar e desenvolver novos recursos de petróleo e gás em Angola, em alinhamento com os objectivos de produção definidos para o sector. O Bloco 16/21 era detido integralmente pela TotalEnergies, que manterá a posição de operadora após a entrada da companhia norueguesa. A operação reforça a presença da Equinor no mercado angolano e evidencia o interesse contínuo das grandes petrolíferas internacionais no potencial exploratório do país.
Etu Energias poderá procurar parceiro para viabilizar aquisição de activos da Chevron nos blocos 14 e 14K
A Etu Energias estará a avaliar a necessidade de associar um parceiro com experiência em operações em águas profundas para apoiar uma eventual aquisição das participações que a Chevron acordou vender à Energean nos blocos 14 e 14K, em offshore angolano. O movimento surge após a empresa angolana ter activado o seu direito de preferência sobre a transacção anunciada pela Energean em Março, avaliada em cerca de 260 milhões de dólares. De acordo com informações avançadas por publicações especializadas do sector, a eventual procura de um parceiro estará relacionada com requisitos técnicos associados à operação dos activos, incluindo a necessidade de comprovação de experiência em produção em águas profundas, um factor frequentemente determinante em transacções deste tipo. A Energean confirmou anteriormente que a Etu Energias notificou a intenção de exercer os seus direitos de preferência sobre a venda das participações da Chevron nos blocos 14 e 14K. Caso sejam cumpridas todas as condições exigidas, a empresa angolana poderá substituir a companhia grega na operação e adquirir os activos nas mesmas bases acordadas com a petrolífera norte-americana. A evolução deste processo ocorre num contexto em que a Etu Energias reforça a sua presença nos mesmos activos. Em Março, a empresa anunciou a aquisição das participações da Azule Energy nos blocos 14 e 14K, reforçando a sua exposição a campos produtivos no offshore angolano. Segundo fontes do sector, o desenvolvimento poderá reflectir a estratégia da companhia de aumentar a sua posição nos blocos 14 e 14K após a saída da Chevron, num processo que ainda depende de condições técnicas e regulatórias para a sua conclusão. Os blocos 14 e 14K, localizados na Bacia do Baixo Congo, continuam entre os activos mais relevantes do offshore angolano, com produção estabelecida e interesse contínuo de operadores internacionais.



