A BP anunciou esta terça-feira a remoção imediata do chairman Albert Manifold, numa decisão unânime do conselho de administração que volta a colocar a petrolífera britânica sob pressão em matéria de governação corporativa.
Num comunicado oficial, a empresa informou que o afastamento foi motivado por preocupações relacionadas com “governação, supervisão e conduta”, sem avançar detalhes adicionais sobre o caso.
Ian Tyler foi nomeado chairman interino enquanto a companhia inicia o processo de substituição definitiva.
A saída de Manifold acontece menos de um ano após assumir o cargo e representa mais um episódio de instabilidade na liderança da BP, numa fase em que a empresa atravessa uma profunda reconfiguração estratégica.
Albert Manifold era visto como uma das figuras associadas ao reforço da aposta da BP no petróleo e gás, num momento em que várias grandes petrolíferas internacionais têm vindo a reavaliar metas mais agressivas ligadas à transição energética.
O mercado reagiu negativamente ao anúncio, com as acções da companhia a registarem quedas após a divulgação da decisão.
O episódio surge também num contexto sensível para o sector energético global, marcado por volatilidade dos preços do petróleo, pressão dos accionistas por maior rentabilidade e debates crescentes sobre o equilíbrio entre combustíveis fósseis e investimentos em descarbonização.
A BP continua a ser uma das maiores petrolíferas integradas do mundo, com operações no upstream, gás natural, refinação e energias renováveis.
A nova crise de liderança levanta dúvidas sobre a estabilidade da governação da companhia e sobre a continuidade da sua estratégia energética nos próximos anos.


















