O Corredor do Lobito começou a ser utilizado para a exportação de minerais provenientes da República Democrática do Congo (RDC), incluindo cobre e cobalto, marcando um avanço operacional relevante para a infraestrutura logística regional.
De acordo com informações divulgadas por fontes do setor de commodities, a estatal congolesa Entreprise Générale du Cobalt (EGC) realizou envios de cobre e cobalto através do Corredor do Lobito, com transporte assegurado pela Lobito Atlantic Railway (LAR) até ao porto do Lobito, em Angola, para posterior exportação aos mercados internacionais.
Os carregamentos tiveram como destino tradings internacionais, incluindo empresas como a Trafigura e a Mercuria, sinalizando o início efetivo da utilização comercial da infraestrutura ferroviária reabilitada.
O Corredor do Lobito liga a região mineira do sul da RDC e da Zâmbia ao Atlântico, através do Caminho-de-Ferro de Benguela, posicionando-se como uma alternativa estratégica às rotas tradicionais de exportação pelo leste e sul de África. A operação reforça o papel de Angola como plataforma logística regional para minerais críticos utilizados em baterias, mobilidade elétrica e dispositivos eletrónicos, como o cobalto.
Embora já houvesse expectativa em torno da operacionalização do corredor para minerais estratégicos, este movimento representa um passo concreto na consolidação da rota como eixo logístico relevante para a cadeia global de fornecimento de cobre e cobalto.
A utilização do Corredor do Lobito insere-se ainda no contexto de investimentos internacionais em infraestrutura e cadeias de valor ligadas a minerais críticos, considerados essenciais para a transição energética e digital.


















