O Corredor do Lobito começou a ser utilizado para a exportação de minerais provenientes da República Democrática do Congo (RDC), incluindo cobre e cobalto, marcando um avanço operacional relevante para a infraestrutura logística regional. De acordo com informações divulgadas por fontes do setor de commodities, a estatal congolesa Entreprise Générale du Cobalt (EGC) realizou envios de cobre e cobalto através do Corredor do Lobito, com transporte assegurado pela Lobito Atlantic Railway (LAR) até ao porto do Lobito, em Angola, para posterior exportação aos mercados internacionais. Os carregamentos tiveram como destino tradings internacionais, incluindo empresas como a Trafigura e a Mercuria, sinalizando o início efetivo da utilização comercial da infraestrutura ferroviária reabilitada. O Corredor do Lobito liga a região mineira do sul da RDC e da Zâmbia ao Atlântico, através do Caminho-de-Ferro de Benguela, posicionando-se como uma alternativa estratégica às rotas tradicionais de exportação pelo leste e sul de África. A operação reforça o papel de Angola como plataforma logística regional para minerais críticos utilizados em baterias, mobilidade elétrica e dispositivos eletrónicos, como o cobalto. Embora já houvesse expectativa em torno da operacionalização do corredor para minerais estratégicos, este movimento representa um passo concreto na consolidação da rota como eixo logístico relevante para a cadeia global de fornecimento de cobre e cobalto. A utilização do Corredor do Lobito insere-se ainda no contexto de investimentos internacionais em infraestrutura e cadeias de valor ligadas a minerais críticos, considerados essenciais para a transição energética e digital.
AGT afirma que sistema de arrecadação sofre milhares de tentativas de ataques informáticos diariamente
O presidente do Conselho de Administração da Administração Geral Tributária (AGT) declarou que o sistema de arrecadação de receitas da instituição tem sofrido milhares de tentativas de ataques informáticos diariamente, mas destacou que as medidas de segurança implementadas têm sido eficazes para neutralizar essas ações. De acordo com a AGT, nenhuma das tentativas de ataque teve sucesso, graças à implementação de um novo sistema de segurança e a auditorias contínuas que monitorizam o funcionamento da plataforma tecnológica responsável pela arrecadação de receitas. O responsável afirmou ainda que a AGT tem investido continuamente no reforço da defesa informática da sua infraestrutura, qualificando o sistema como um dos mais seguros do mundo neste contexto. Esse reforço, segundo as autoridades tributárias, inclui monitorização permanente e auditorias regulares para antecipar e anular potenciais ameaças. O presidente da AGT referiu que essa postura preventiva decorre também de fragilidades identificadas em 2022, que contribuíram para irregularidades significativas no sistema e que deram origem ao processo‑crime conhecido como “Caso AGT”, em que foi apurado um desfalque anterior de milhares de milhões de kwanzas. Apesar do cenário de ameaças cibernéticas frequentes, a AGT garante que os mecanismos de proteção instalados têm assegurado a continuidade das operações de arrecadação e a integridade dos dados, evitando incursões bem‑sucedidas de agentes externos no sistema.



