A operadora de telecomunicações Africell Angola disponibilizou um montante de 25 milhões de Kwanzas em bolsas de estudo destinadas à formação académica de jovens angolanos, reforçando o seu compromisso com o desenvolvimento de capital humano no país. A iniciativa faz parte do programa de apoio académico da empresa, denominado Africell Impact Foundation, através do qual foram atribuídos 1 milhão de Kwanzas a cada estudante selecionado, beneficiando 25 jovens de todo o país na primeira fase do programa. Segundo o coordenador-adjunto da iniciativa, Hugo Augusto, os estudantes contemplados foram identificados a partir de listas propostas pelas universidades angolanas, com base no mérito académico e em médias superiores a 14 valores. Os restantes 25 estudantes previstos receberão seus apoios nos próximos dias, concluiu. O programa de bolsas da Africell visa não apenas apoiar o pagamento de propinas e despesas ligadas à defesa de monografias, mas também incentivar jovens a concluir os seus estudos superiores e ampliar a qualificação técnica disponível no país. A empresa iniciou oficialmente as suas operações comerciais em Angola em Abril de 2022, reforçando a presença de operadores móveis no mercado e contribuindo para a expansão dos serviços de conectividade e inclusão digital no país.
Angola gastou USD 854 milhões na importação de combustíveis no 4.º trimestre de 2025
Angola desembolsou cerca de 854 milhões de dólares americanos para a importação de combustíveis líquidos no quarto trimestre de 2025, confirmou o Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP), apresentado nesta quinta-feira pelos responsáveis do sector. Segundo o director-geral do IRDP, Luís Fernandes, o valor refere-se à importação de aproximadamente 1 129 436 toneladas métricas de derivados de petróleo entre outubro e dezembro de 2025, um aumento de cerca de 145 milhões de dólares relativamente ao trimestre anterior. Durante o período em análise, o país adquiriu 1 347 543 toneladas métricas de combustíveis para comercialização — incluindo gasóleo, gasolina, fuel ordoil, MGO, jet A-1, asfalto, petróleo iluminante e gasolina de aviação — com 84 % dessa quantidade proveniente de importações e o restante de produção interna (Refinaria de Luanda e Cabinda). Principais destaques do balanço: O relatório trimestral do IRDP reafirma o desafio estrutural do sector energético angolano: a produção interna de derivados ainda não atende à totalidade da procura doméstica, mantendo o país altamente dependente das importações de produtos petrolíferos. Contexto para o sector A dependência de importações de derivados evidencia a necessidade de fortalecer a capacidade de refinação e a cadeia logística interna, temas estratégicos para a política energética de Angola e relevantes para reduzir a pressão sobre as reservas cambiais do país.



