A Câmara de Comércio e Indústria de Gás, Petróleos e Minérios de Angola (CCIGPMA) tem uma nova liderança. Isabel Fonseca foi nomeada presidente da entidade, sucedendo a si mesma após ocupar o cargo de diretora executiva desde a sua criação em 2024.
A nomeação de Fonseca foi aprovada por unanimidade pelos associados da Câmara, marcando um passo estratégico na consolidação da CCIGPMA como uma das principais plataformas de influência e diplomacia econômica no setor dos recursos naturais em Angola.
Prioridades do novo mandato
No seu novo mandato, Isabel Fonseca anunciou um foco claro em transformação e competitividade para o setor extrativo angolano. Segundo comunicado divulgado, os pilares imediatos da sua liderança incluem:
- Melhoria da eficiência logística e operacional — redução de barreiras e custos para as operações;
- Diplomacia setorial e atração de investimentos internacionais — maior diálogo com parceiros globais para posicionar Angola como destino prioritário de capital;
- Desenvolvimento de negócios e parcerias sólidas — fortalecimento de relações entre grandes operadores e empresas nacionais;
- Conteúdo nacional — assegurar que o talento angolano esteja no centro das cadeias de valor do setor.
Perfil profissional de Isabel Fonseca
Antes de assumir a direção executiva da CCIGPMA em setembro de 2025, Fonseca acumulou experiência em logística, desenvolvimento de negócios e atração de investimentos internacionais, com passagens por empresas como Noatum Logistics, SanlamAllianz Angola, IMFC Consulting e Jetour Angola.
Em declarações partilhadas na sua rede social profissional, Fonseca destacou que “a riqueza de um país só se traduz em progresso quando aliamos eficiência operacional à capacidade de atrair capital estratégico global”.
Contexto para o sector extrativo em Angola
A CCIGPMA foi criada em 2024 para representar e apoiar os interesses das indústrias de gás, petróleo e mineração em Angola, setores cruciais para a economia nacional. A entidade tem como missão facilitar parcerias estratégicas, promover políticas favoráveis e atrair investimentos que estimulem crescimento sustentável.
Esta liderança ocorre num momento em que o país não apenas reforça a governança e expansão do setor de hidrocarbonetos e mineração, mas também participa ativamente de fóruns internacionais como o Mining Indaba 2026, onde Angola reforçou compromissos com transparência e sustentabilidade no setor mineiro.


















