A Eni prevê investir entre US$ 2,2 mil milhões e US$ 2,3 mil milhões em Angola em 2027, entre actividades de desenvolvimento e exploração, segundo Guido Brusco, Chief Operating Officer de Natural Resources da Eni. A previsão foi apresentada durante a Angola Oil & Gas 2026, onde o executivo destacou a continuidade dos investimentos da empresa no país e a evolução de novos projectos. Grande parte desta actividade está associada ao desenvolvimento de novos recursos e à expansão da produção através da Azule Energy, joint venture detida em partes iguais pela Eni e pela bp. Entre os principais projectos está o Greater PAJ, que recebeu a Decisão Final de Investimento em Junho de 2026. O projecto integra cinco campos petrolíferos, prevê 17 poços e será desenvolvido através de um FPSO com capacidade para produzir até 95 mil barris de petróleo por dia. A entrada em produção do Greater PAJ está prevista para o primeiro semestre de 2029. O projecto deverá contribuir para prolongar a produção de petróleo e gás de Angola e aproveitar infraestruturas existentes na região. A previsão de investimento para 2027 inclui tanto actividades de desenvolvimento como de exploração, segundo Brusco, sinalizando a continuidade da estratégia da Eni para Angola num período em que o país procura travar o declínio da produção e estimular novos investimentos no upstream. A Eni está presente em Angola desde 1980 e actualmente desenvolve a sua actividade upstream no país através da Azule Energy, criada em 2022 pela combinação dos activos upstream da Eni e da bp em Angola. O valor de até US$ 2,3 mil milhões representa uma previsão de investimento para 2027 apresentada pelo executivo da Eni e não um compromisso financeiro formal anunciado pela companhia num comunicado específico.



