A TotalEnergies fechou uma parceria de US$ 1,8 mil milhões com a Global Infrastructure Partners (GIP), gestora de infraestruturas que integra a BlackRock, envolvendo participações da petrolífera em alguns activos de infraestrutura de petróleo e gás em África. O acordo, anunciado a 18 de Setembro, prevê uma contribuição de capital de US$ 1,8 mil milhões da GIP. Em contrapartida, a TotalEnergies pagará à GIP uma tarifa baseada nos volumes movimentados pelas infraestruturas durante um período de até 15 anos. A TotalEnergies não revelou quais activos africanos estão abrangidos pela operação. A empresa descreve-os como activos de infraestrutura de petróleo e gás associados às suas actividades no continente. A estrutura permite à TotalEnergies transformar parte do valor económico dos seus activos midstream em capital, mantendo simultaneamente o acesso às infraestruturas através de um modelo de remuneração ligado à utilização. Para a GIP, o acordo cria uma exposição de longo prazo a infraestruturas energéticas africanas, com a remuneração associada aos volumes movimentados pelos activos ao longo de até 15 anos. Jean-Pierre Sbraire, Chief Financial Officer da TotalEnergies, afirmou que o acordo permite à empresa “cristalizar” o valor de alguns dos seus activos de infraestrutura midstream em África e reforçar a relação com a GIP. O negócio acontece numa fase de forte actividade da TotalEnergies no continente. Em Angola, a empresa anunciou recentemente uma nova descoberta no Bloco 17 e a entrada como operadora em dois novos blocos de exploração próximos de infraestruturas já existentes. A operação com a GIP acrescenta, assim, uma dimensão financeira à estratégia de infraestruturas da TotalEnergies em África. Activos necessários para transportar, armazenar ou movimentar hidrocarbonetos passam a poder funcionar também como instrumentos de mobilização de capital de longo prazo. O acordo evidencia ainda o crescente papel dos investidores institucionais no financiamento de infraestruturas energéticas africanas. Para empresas como a GIP, estes activos podem oferecer exposição a fluxos de receitas associados à utilização das infraestruturas, enquanto os operadores procuram libertar capital para novas oportunidades. Para a TotalEnergies, o movimento representa uma forma de monetizar parte do valor dos seus activos midstream sem abandonar a utilização dessas infraestruturas nas suas operações. Com US$ 1,8 mil milhões envolvidos, a parceria coloca a infraestrutura energética africana no centro de uma operação entre uma das maiores empresas integradas de energia do mundo e um dos principais investidores globais em infraestruturas.