A empresa vai mobilizar o NOR SPIRIT, um flotel com capacidade para 500 pessoas, para apoiar as operações offshore ligadas às FPSO Mondo e Saxi-Batuque, no Bloco 15, operado pela ExxonMobil. A Nortrans Offshore garantiu um contrato de dois anos com a SBM Offshore para apoiar as operações offshore do Bloco 15, em Angola, através do NOR SPIRIT, uma unidade móvel de suporte e alojamento offshore (MSU) equipada com posicionamento dinâmico DP3 e capacidade para acomodar até 500 pessoas. O contrato está associado ao programa de extensão de vida das FPSO Mondo e Saxi-Batuque, que prevê actividades offshore destinadas a prolongar a vida operacional das unidades e manter a capacidade produtiva do activo. O NOR SPIRIT fornecerá alojamento offshore e serviços de apoio durante a execução dos trabalhos, utilizando a sua capacidade de posicionamento dinâmico DP3 e o sistema de ligação contínua por passadiço, concebidos para facilitar a permanência segura de equipas junto às instalações offshore. Um novo fornecedor na cadeia do Bloco 15 O contrato coloca a Nortrans directamente numa das operações offshore mais relevantes de Angola e reforça a importância crescente dos serviços especializados de apoio à manutenção e extensão da vida de activos petrolíferos. O Bloco 15 é operado pela ExxonMobil e conta com a participação da Azule Energy, Equinor e Sonangol. A SBM Offshore mantém uma posição central na operação das FPSO Mondo e Saxi-Batuque, através das estruturas de joint venture com a Sonangol. A relação entre a SBM Offshore e a Sonangol remonta a várias décadas. A SBM identifica a OPS – Serviços de Produção de Petróleos como uma joint venture entre as duas empresas, com participação de 50% de cada parte. O que está em jogo A extensão da vida útil de FPSO é estratégica para Angola porque permite prolongar a utilização de infraestruturas existentes e sustentar a produção de campos maduros, evitando que activos de elevado valor deixem de operar antes de esgotarem o seu potencial económico. Neste contexto, o contrato da Nortrans não representa apenas a entrada de um novo fornecedor no Bloco 15. É também um exemplo de como a actividade offshore gera procura por uma cadeia especializada de serviços, desde alojamento e apoio marítimo até engenharia, manutenção e extensão de vida de equipamentos. Segundo a Nortrans, o contrato reforça a sua presença no mercado de alojamento offshore e representa um novo projecto de longo prazo para a empresa em Angola.