A Chevron Technical Center, divisão da Chevron U.S.A. Inc. e subsidiária da Chevron Corporation (NYSE: CVX), anunciou, a 8 de Julho, um acordo de licenciamento tecnológico com a ZL Chemicals Ltd, permitindo à empresa comercializar a tecnologia de surfactantes químicos avançados desenvolvida internamente pela petrolífera norte-americana. O acordo foi formalizado em Houston, nos Estados Unidos. Ao abrigo do contrato, a ZL Chemicals passa a comercializar produtos e serviços baseados nesta tecnologia sob a marca Vantis™, destinados a operadores de reservatórios não convencionais, nomeadamente formações de shale e tight. A principal aplicação consiste no reforço de programas de recuperação melhorada de petróleo (Enhanced Oil Recovery – EOR) em poços já em produção, bem como na optimização do desempenho de novos poços. Segundo Ryder Booth, Chief Technology and Engineering Officer da Chevron, esta tecnologia representa uma das principais áreas de diferenciação química da empresa e já contribuiu para ganhos de eficiência nas suas próprias operações. O acordo permitirá agora expandir a sua utilização em escala através da ZL Chemicals. A empresa ficará responsável por toda a componente comercial da solução, incluindo avaliação laboratorial, controlo de qualidade, concepção da aplicação, implementação em campo e execução operacional. A Chevron continuará a desenvolver internamente novas gerações desta tecnologia, cedendo à ZL Chemicals apenas os direitos de comercialização. A empresa dispõe de centros de fabrico na China e no Médio Oriente, bem como de instalações regionais de mistura nos Estados Unidos e no Canadá. Análise do sector O acordo enquadra-se numa tendência crescente de monetização de tecnologia proprietária por parte das grandes petrolíferas, permitindo gerar novas receitas sem necessidade de investimento adicional em activos físicos. Para os analistas do sector, o movimento demonstra como soluções avançadas de recuperação melhorada de petróleo poderão ganhar maior escala comercial nos próximos anos. Embora o acordo não tenha qualquer aplicação anunciada para Angola, a evolução deste tipo de tecnologia poderá, no futuro, beneficiar operações em campos maduros, incluindo activos offshore explorados pela Chevron através da Cabinda Gulf Oil Company, caso soluções semelhantes venham a ser adoptadas no país.