A fábrica da Angola LNG Limited, localizada no Soyo, província do Zaire, iniciou uma paragem geral programada de manutenção com duração prevista de 32 dias, uma intervenção que deverá suspender temporariamente a produção de gás natural liquefeito (LNG) e derivados. A operação integra o plano periódico de manutenção alargada das instalações e ocorre em articulação com as campanhas de manutenção do Complexo Sanha e do Sanha FPSO, na Área B do offshore de Cabinda. Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), a intervenção tem como objectivo assegurar a continuidade segura das operações, melhorar a fiabilidade dos equipamentos e elevar os níveis de eficiência operacional da fábrica. Durante o período de manutenção, a produção e o carregamento mensal da Angola LNG deverão sofrer uma redução de aproximadamente 80%. A retoma das actividades será realizada de forma gradual após a conclusão dos trabalhos e a verificação das condições técnicas e de segurança necessárias. Além do impacto no sector do gás, a paragem do Complexo Sanha e do Sanha FPSO deverá afectar temporariamente a produção petrolífera, com uma redução estimada em cerca de 48.996 barris de petróleo por dia (BOPD). A intervenção acontece num dos activos energéticos mais relevantes de Angola. A Angola LNG representa uma das principais infra-estruturas nacionais de processamento e exportação de gás natural liquefeito, com papel estratégico na valorização dos recursos gasíferos do país e na diversificação das receitas do sector energético. Relativamente aos compromissos assumidos no mercado internacional, a empresa informou que está a trabalhar na identificação de soluções para garantir o cumprimento das obrigações contratuais e minimizar impactos sobre as receitas do Estado angolano. A ANPG reforçou que continuará a acompanhar a execução dos trabalhos, assegurando o cumprimento dos padrões técnicos, de segurança, saúde, ambiente e integridade operacional. A paragem programada representa uma redução temporária da capacidade produtiva, mas integra o ciclo normal de manutenção de grandes instalações industriais, essencial para garantir a continuidade e a segurança das operações no longo prazo.
ExxonMobil cria nova empresa-mãe após transferência da sede legal para o Texas
A ExxonMobil concluiu uma alteração na sua estrutura corporativa nos Estados Unidos, com a criação da ExxonMobil Holdings Corporation como nova empresa-mãe do grupo, após a transferência da sede legal da companhia do estado de Nova Jersey para o Texas. A mudança não representa uma alteração da marca comercial nem das operações globais da companhia. A empresa continuará a operar sob o nome ExxonMobil, mantendo também o mesmo símbolo bolsista, XOM, na Bolsa de Valores de Nova Iorque. A reorganização ocorreu através de uma operação de redomiciliação societária, na qual os accionistas receberam acções da nova entidade numa proporção de um para um, sem alteração da sua participação económica na companhia. Segundo a ExxonMobil, a mudança procura alinhar a sua estrutura jurídica com o local onde a empresa tem concentrada grande parte das suas operações e liderança corporativa. A companhia mantém a sua sede operacional em Houston, Texas, desde 1989. Fundada em 1999 após a fusão entre a Exxon e a Mobil, a ExxonMobil é uma das maiores empresas integradas de energia do mundo, com actividades nos segmentos de exploração e produção de petróleo e gás, refinação, petroquímica e novas soluções energéticas. A alteração do nome jurídico para ExxonMobil Holdings Corporation marca a primeira grande mudança de designação corporativa desde a fusão que criou a actual companhia, mas não altera a presença internacional ou a identidade da marca ExxonMobil.



