A Etu Energias está a consolidar a sua posição nos blocos 14 e 14K, ao largo de Angola, numa altura em que a saída da Chevron abre uma nova fase na estrutura accionista destes activos estratégicos. Depois de a Energean anunciar, em Março, a aquisição da participação de 31% da Chevron no bloco 14 e de 15,5% no bloco 14K por 260 milhões de dólares, a empresa angolana notificou formalmente a intenção de exercer os seus direitos de preferência sobre a transacção, conforme confirmado pela própria Energean. O mecanismo permite aos parceiros existentes nos blocos igualarem as condições oferecidas por terceiros, podendo adquirir as participações em causa nas mesmas bases acordadas com a Chevron. O movimento surge poucos meses depois de a Etu Energias ter anunciado a aquisição de participações adicionais nos mesmos activos, provenientes da Azule Energy, numa operação apoiada financeiramente pela Chariot Limited. A transacção reforça a estratégia da companhia angolana de aumentar a sua exposição a activos produtivos offshore e consolidar a sua posição entre os principais operadores independentes do país. De acordo com a Energean, qualquer eventual transferência para a Etu Energias deverá ocorrer nos mesmos termos acordados com a Chevron, incluindo a exigência de comprovação de experiência em operações de águas profundas. Informações avançadas pela publicação Africa Intelligence indicam que a empresa angolana procura também aumentar a sua influência na gestão dos activos após a saída da Chevron, num processo que poderá redefinir o equilíbrio entre os parceiros dos blocos 14 e 14K. Localizados na Bacia do Baixo Congo, os blocos 14 e 14K produzem actualmente cerca de 42 mil barris por dia e continuam a ser considerados activos relevantes no portefólio petrolífero angolano.