O Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE) anunciou a abertura de candidaturas para 50 bolsas de estudo destinadas à frequência do curso de Engenharia de Inteligência Artificial e Ciência de Dados na Escola Nacional Superior de Inteligência Artificial (ENSIA), na República Argelina Democrática e Popular, para o ano académico 2026/2027. A iniciativa enquadra-se no reforço da cooperação académica entre Angola e a Argélia e surge num momento em que a Inteligência Artificial se afirma como uma das áreas mais estratégicas para a transformação digital, inovação tecnológica e desenvolvimento económico a nível global. De acordo com o edital divulgado pelo INAGBE, as bolsas destinam-se a cidadãos angolanos residentes no país, com idade até 22 anos, que tenham concluído o ensino secundário e apresentem uma média igual ou superior a 14 valores. Entre os requisitos específicos constam uma classificação mínima de 18 valores na disciplina de Matemática e conhecimentos básicos da língua inglesa. As bolsas garantem cobertura integral dos custos de formação, incluindo propinas, alojamento, seguro de saúde, transporte e subsídio de manutenção, permitindo aos estudantes seleccionados frequentar os seus estudos em regime de dedicação exclusiva. O processo de selecção será baseado no mérito académico dos candidatos. A classificação final terá em conta a média académica, o desempenho na disciplina de Matemática, os resultados obtidos em testes técnicos e entrevistas, bem como os conhecimentos da língua inglesa. As candidaturas decorrem entre os dias 1 e 14 de Junho de 2026 através da plataforma oficial do INAGBE. A divulgação dos resultados preliminares está prevista para o dia 25 de Junho, seguindo-se as fases de reclamação e validação dos candidatos seleccionados. A abertura destas bolsas representa mais um passo na preparação de quadros nacionais para áreas tecnológicas avançadas, numa altura em que a Inteligência Artificial e a Ciência de Dados assumem um papel cada vez mais relevante em sectores como telecomunicações, energia, banca, saúde, educação, indústria e administração pública. Com esta iniciativa, Angola procura reforçar a formação de talentos capazes de responder aos desafios da economia digital e contribuir para a criação de soluções tecnológicas alinhadas com as necessidades do país e do continente africano.
Dangote Refinery atinge 700 mil barris/dia e acelera ambição de liderança global no refino
A Dangote Petroleum Refinery & Petrochemicals elevou a sua capacidade de processamento de crude para 700 mil barris por dia (bpd), após um teste de desempenho conduzido pelos process licensors, marcando mais um marco na expansão operacional da infra-estrutura e reforçando a sua posição como a maior refinaria de “single train” do mundo. O aumento representa uma superação da capacidade nominal instalada de 650 mil bpd, evidenciando ganhos de eficiência operacional e a capacidade técnica da unidade para processar volumes adicionais de crude enquanto optimiza o desempenho das suas unidades de produção. Segundo a direcção da empresa, o avanço integra uma estratégia mais ampla de expansão faseada, que prevê mais do que duplicar a capacidade para 1,4 milhões de bpd no prazo de cerca de 30 meses, o que poderá consolidar a refinaria como a maior do mundo em capacidade total de processamento. Devakumar Edwin, vice-presidente de petróleo e gás da Dangote Industries Limited, afirmou que esta trajectória de crescimento visa reforçar a auto-suficiência energética da Nigéria, reduzir a dependência de importações de combustíveis refinados e posicionar o país como um hub regional de exportação de produtos petrolíferos. A refinaria, propriedade do empresário nigeriano Aliko Dangote, iniciou a produção de combustíveis em 2024 e tem vindo a aumentar progressivamente a produção de gasolina, gasóleo, combustível de aviação e outros derivados. De acordo com o comunicado, a instalação já exporta produtos refinados para vários mercados africanos e destinos internacionais, incluindo países europeus como Reino Unido, França, Espanha, Itália e Países Baixos, além de fornecimentos pontuais para mercados como os Estados Unidos e Arábia Saudita. A empresa destaca ainda o papel crescente da refinaria na estabilização do mercado global de combustíveis, num contexto de volatilidade geopolítica, incluindo tensões no Médio Oriente que têm afectado cadeias de abastecimento e preços internacionais. Em Abril, segundo dados da S&P Global Commodities, a instalação terá assumido a posição de maior exportador mundial de combustível de aviação, reforçando a sua relevância crescente no comércio global de energia. No plano interno, a refinaria tem desempenhado um papel central na redução da dependência da Nigéria de combustíveis importados, contribuindo para aliviar pressões sobre as reservas de divisas e apoiar a balança comercial do país. O projecto continua também a atrair interesse de fornecedores globais de crude e traders de commodities, com a unidade a adquirir matéria-prima tanto de produtores locais como internacionais para sustentar a expansão da produção. Entre os planos futuros, a empresa prevê reforçar a sua integração industrial com a produção de GPL e matérias-primas petroquímicas como o polipropileno, além de desenvolver cadeias de valor associadas à produção de Linear Alkylbenzene (LAB), usado na indústria de detergentes. A expansão da refinaria é também apontada como potencial motor de criação de emprego, aumento da actividade industrial e melhoria das dinâmicas comerciais regionais.



