A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e a TotalEnergies assinaram um Acordo de Princípios para garantir a continuidade do desenvolvimento do Bloco 32 até 2043, numa medida que reforça a estratégia de Angola para manter a estabilidade da produção petrolífera offshore e assegurar maior previsibilidade para o sector energético nacional. O acordo resulta de um processo de negociações entre a concessionária nacional e o grupo empreiteiro do bloco, consolidando o compromisso das partes com a continuidade dos investimentos em exploração e produção de petróleo em águas profundas angolanas. Localizado a cerca de 260 quilómetros da costa de Luanda, o Bloco 32 opera em profundidades entre 1.400 e 2.000 metros e é actualmente um dos activos petrolíferos mais relevantes do país. A produção no bloco arrancou em 2018 através do projecto Kaombo, considerado um dos maiores desenvolvimentos offshore já realizados em Angola. A TotalEnergies lidera o consórcio do Bloco 32, composto ainda pela Sonangol Pesquisa e Produção, Sinopec, ExxonMobil e Etu Energias. Segundo dados avançados pela ANPG, a petrolífera francesa é actualmente responsável por cerca de 45% da produção petrolífera angolana, com uma produção média diária combinada de aproximadamente 493 mil barris nos Blocos 17 e 32. O prolongamento do desenvolvimento do Bloco 32 surge numa altura em que Angola procura travar o declínio natural da produção petrolífera e reforçar a atractividade do país para novos investimentos no sector de petróleo e gás. Em 2024, Angola registou uma produção média diária superior a 1,12 milhões de barris por dia, impulsionada principalmente pelos Blocos 15, 15/06, 17 e 32. A assinatura do acordo também reforça a parceria estratégica entre o Estado angolano e a multinacional francesa, numa fase em que o país continua a apostar no offshore profundo como um dos pilares da economia nacional e da segurança energética.