Angola arrecadou 7,16 mil milhões de dólares norte-americanos com a exportação de petróleo bruto no primeiro trimestre de 2026, apesar de ter registado uma redução no volume exportado face ao trimestre anterior, de acordo com dados oficiais apresentados pelo sector dos Petróleos e Gás. Segundo o Secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, o país exportou cerca de 86,18 milhões de barris de petróleo bruto no período em análise. Este valor representa uma diminuição de 9,14% em relação ao trimestre anterior e uma ligeira queda em termos homólogos. Apesar da redução no volume exportado, as receitas petrolíferas registaram um aumento significativo, impulsionado sobretudo pela valorização do preço do crude no mercado internacional. As receitas cresceram 20,65% face ao trimestre anterior e 10,18% em termos homólogos. O desempenho foi influenciado pela evolução positiva dos preços internacionais, com o Brent a situar-se em média nos 81,131 dólares por barril, enquanto o preço médio ponderado das exportações angolanas foi de 83,05 dólares por barril. Em termos de destino das exportações, a China manteve-se como principal comprador do petróleo angolano, absorvendo 55,63% do total exportado. Seguiram-se a Índia, com 16,31%, a Indonésia com 5,75% e a França com 4,17%. O relatório indica ainda que o sector do gás natural registou um desempenho positivo no período, com exportações de cerca de 1,45 milhões de toneladas métricas. As receitas associadas ao gás atingiram aproximadamente 920,58 milhões de dólares, sustentadas também pela evolução dos preços internacionais. No geral, o primeiro trimestre de 2026 mostra um cenário em que Angola exporta menos petróleo em volume, mas consegue arrecadar mais receitas devido ao aumento do preço internacional do crude. Este comportamento reforça a dependência do país do mercado petrolífero global e da evolução dos preços internacionais.



