O Projecto Kaminho, desenvolvido no Bloco 20/11 na Bacia do Kwanza, já atingiu cerca de 50% de execução física, segundo o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET). De acordo com a entidade governamental, o avanço do projecto foi constatado durante acções de acompanhamento institucional, evidenciando o progresso significativo desta que é considerada uma das iniciativas mais estratégicas para o futuro da produção petrolífera em Angola. O projecto Kaminho representa o primeiro grande desenvolvimento offshore na Bacia do Kwanza, marcando uma nova etapa na expansão da indústria petrolífera nacional. A iniciativa é liderada pela TotalEnergies, em parceria com a Sonangol e a Petronas, e inclui a construção e conversão de uma unidade flutuante de produção, armazenamento e descarga (FPSO), actualmente em execução na China, bem como o desenvolvimento de infraestruturas submarinas e componentes fabricados localmente. O FPSO Kaminho será ligado aos campos Cameia e Golfinho, com uma capacidade estimada de produção de cerca de 70 mil barris de petróleo por dia, reforçando a sustentabilidade da produção nacional e contribuindo para a estabilidade energética do país. Além do impacto directo na produção, o projecto tem forte componente de conteúdo local, incluindo a fabricação de módulos em Angola e a mobilização de mão-de-obra nacional qualificada, consolidando o posicionamento do país como hub energético regional. Com o arranque da produção previsto para 2028, o Kaminho surge como um dos pilares estratégicos para mitigar o declínio natural da produção petrolífera e atrair novos investimentos para o sector.