Os preços do petróleo registaram uma forte subida nos mercados internacionais após a intensificação do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã, elevando preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento global de energia. Na segunda-feira, os contratos futuros do petróleo subiram mais de 20%, atingindo os níveis mais altos desde 2022. O barril do Brent chegou a cerca de 119,50 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) alcançou aproximadamente 119,48 dólares durante as negociações. A escalada militar no Médio Oriente tem alimentado receios de interrupções no transporte de petróleo, sobretudo no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o comércio energético. Aproximadamente 20% do petróleo consumido globalmente passa por este estreito, tornando qualquer instabilidade na região um fator crítico para os mercados internacionais. Com o agravamento do conflito, vários países produtores do Golfo registaram perturbações na produção e na exportação de petróleo e gás. Ataques a infraestruturas energéticas e dificuldades logísticas levaram à redução da produção em países como Iraque e Kuwait, enquanto algumas instalações petrolíferas e refinarias na região também enfrentam problemas operacionais. Além disso, o transporte marítimo de petróleo foi afetado pela insegurança na região, com vários navios a evitar a passagem pelo Estreito de Ormuz. A redução do tráfego de petroleiros tem agravado os receios de escassez de oferta no mercado global. Analistas do setor energético alertam que, mesmo que o conflito seja resolvido rapidamente, o impacto sobre os preços pode prolongar-se devido aos danos nas infraestruturas e aos desafios logísticos criados pela guerra. A subida abrupta do petróleo também já começa a refletir-se no preço dos combustíveis e nas expectativas de inflação em várias economias, aumentando a pressão sobre governos e bancos centrais.