A ExxonMobil anunciou os seus resultados financeiros referentes ao ano de 2025, destacando um desempenho robusto mesmo num ambiente de preços voláteis no mercado de energia. Segundo o comunicado oficial divulgado pela empresa em 30 de janeiro de 2026, a ExxonMobil registou lucros totais de US$ 28,8 mil milhões no ano, apoiados por uma forte geração de caixa de operações de aproximadamente US$ 52,0 mil milhões. Os resultados incluem ganhos consistentes em diversos segmentos de negócio, com evidências de que a companhia manteve uma posição financeira resiliente e capacidade de investimento apesar de desafios macroeconómicos. A ExxonMobil distribuiu US$ 37,2 mil milhões aos seus acionistas ao longo do ano, incluindo dividendos e recompra de ações, refletindo a sua política de retorno de capital aos investidores. O fluxo de caixa forte também sustenta a capacidade da empresa de financiar operações, investir em projetos estratégicos e manter disciplina de capital ao longo do ciclo de preços da energia. Estes resultados anuais consolidam a ExxonMobil como uma das principais petrolíferas integradas globais em termos de desempenho financeiro e capacidade operacional no setor.
Jovem é acusado de tentar vender informação roubada da NATO à Rússia em Portugal
Um jovem português de 23 anos foi acusado pelas autoridades portuguesas de tentativa de espionagem após ter furtado equipamentos pertencentes à NATO e alegadamente tentado vender informação à Rússia. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o arguido terá roubado um computador portátil e um iPad durante um evento militar realizado na Base Naval do Alfeite, em fevereiro de 2025. O encontro reunia centenas de militares no âmbito de um exercício de planeamento ligado à Aliança Atlântica. Segundo a acusação, o suspeito infiltrou-se no hotel onde estavam alojados militares e apropriou-se dos equipamentos, que pertenciam à NATO e à Marinha da Suécia. Convencido de que os dispositivos continham informação classificada, tentou aceder aos dados e, posteriormente, procurou estabelecer contacto com a embaixada russa em Lisboa com o objetivo de vender ou disponibilizar o conteúdo às autoridades da Federação Russa. As investigações indicam que a tentativa não teve sucesso e que não há evidências de que informações classificadas tenham sido efetivamente transmitidas. O Ministério Público acusa o jovem de tentativa de espionagem, furto qualificado e outros crimes conexos, incluindo uso indevido de documentos e falsas declarações. O arguido encontra-se em prisão preventiva, com proibição de contactos, enquanto o processo segue os trâmites judiciais. O caso levanta preocupações sobre a proteção de informação sensível em eventos internacionais e reforça o debate sobre segurança de dados, contraespionagem e vulnerabilidades humanas em ambientes estratégicos. Em um contexto geopolítico marcado por tensões entre países da Aliança Atlântica e a Rússia, o episódio ganha relevância adicional no campo da segurança internacional.



