A Índia adquiriu cerca de 2 milhões de barris de petróleo bruto de Angola como parte de uma estratégia de diversificação das suas fontes de abastecimento energético, com o objetivo de reduzir a dependência do petróleo proveniente da Rússia. A compra foi feita pela Indian Oil Corporation (IOC) — a maior refinaria estatal da Índia — e inclui 1 milhão de barris dos tipos Hungo e Clove, produzidos em Angola e vendidos por meio da multinacional ExxonMobil. Esses barris integram uma cartela maior de aquisições de crude que a IOC realizou para substituir parte das compras de petróleo russo, diante de pressões políticas e económicas internacionais. Angola surge entre os países fornecedores escolhidos, ao lado do Brasil e dos Emirados Árabes Unidos, num pacote total estimado em cerca de 7 milhões de barris. Segundo informações do setor, esta movimentação reflete um ajuste na política de importações energéticas da Índia, num contexto de instabilidade geopolítica e de necessidade de garantir maior segurança no fornecimento de petróleo. Embora a Rússia continue a ser um dos principais fornecedores de crude para o mercado indiano, Nova Deli tem procurado equilibrar a sua carteira de importações, reduzindo riscos associados a sanções e flutuações políticas. Para Angola, a operação reforça o seu papel como fornecedor estratégico de petróleo para grandes economias asiáticas, consolidando a relevância do crude angolano nos mercados internacionais e fortalecendo as relações comerciais no setor energético. O país continua a posicionar-se como um dos principais produtores de petróleo em África, com exportações direcionadas sobretudo para a Ásia, Europa e Estados Unidos, num contexto de crescente competição entre produtores globais.



