A Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE, E.P.) prevê instalar mais de 1 milhão e 200 mil contadores pré-pagos de energia eléctrica em 2026, no âmbito do processo de modernização da rede de distribuição e de redução das perdas no sector eléctrico nacional. A iniciativa faz parte de um programa estruturante de melhoria da eficiência da distribuição de energia, que visa reforçar o controlo do consumo, aumentar a arrecadação e reduzir as perdas comerciais e técnicas registadas no sistema eléctrico angolano. De acordo com informações divulgadas, a instalação dos novos contadores abrangerá várias províncias do país e insere-se nos projectos de expansão e requalificação da rede de distribuição, apoiados por programas de financiamento e desenvolvimento do sector energético. Os contadores pré-pagos permitem maior transparência na relação entre o consumidor e a concessionária, possibilitando o acompanhamento do consumo em tempo real e contribuindo para uma utilização mais racional da energia eléctrica. A medida está alinhada com os objectivos do Executivo de modernizar as infra-estruturas energéticas, melhorar a sustentabilidade financeira do sector e expandir o acesso à electricidade de forma mais eficiente e controlada.
Angola assina contrato para aquisição de 150 MW de energia solar com a Masdar
Angola assinou um contrato de aquisição de 150 megawatts (MW) de energia solar com a empresa Masdar (Abu Dhabi Future Energy Company), reforçando a aposta do país nas energias renováveis e na diversificação da matriz energética nacional. O acordo foi formalizado entre a Rede Nacional de Transporte de Electricidade (RNT-EP) e a Masdar, no âmbito de um contrato de compra de energia (PPA), e está associado ao projecto Quipungo Solar PV, localizado no sul de Angola. A assinatura decorreu à margem da 16.ª Assembleia da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), em Abu Dhabi, e integra um programa mais amplo de desenvolvimento solar que prevê até 500 MW de capacidade instalada em diferentes regiões do país. De acordo com as autoridades envolvidas, o projecto visa reforçar a capacidade de produção eléctrica, melhorar a estabilidade do sistema energético e contribuir para a redução da dependência de fontes fósseis, alinhando Angola com os compromissos internacionais de transição energética. A iniciativa representa um marco relevante para o sector energético angolano, ao atrair investimento estrangeiro e acelerar a integração de fontes limpas no sistema eléctrico nacional.



