Angola vai contar com um Centro Nacional de Cibersegurança, uma nova entidade pública responsável pela supervisão dos mecanismos de defesa e resiliência do ciberespaço nacional, bem como pela prevenção, detecção e resposta a incidentes no espaço digital. A criação do centro foi oficializada pelo Presidente da República, João Lourenço, através do Decreto Presidencial n.º 263/25, de 10 de dezembro, que aprova igualmente o Estatuto Orgânico da instituição. O Centro terá um papel central na proteção de infraestruturas e serviços críticos de informação, no fortalecimento da segurança digital do país e na promoção de uma cultura de cibersegurança, alinhada às normas e boas práticas internacionais. Além disso, funcionará como instituto público com personalidade jurídica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial, operando em todo o território nacional sob a superintendência do Titular do Poder Executivo, através do Ministério responsável pelo sector das Telecomunicações e Tecnologias de Informação. O decreto presidencial destaca que, num contexto de crescente digitalização da economia e da vida quotidiana, a cibersegurança tornou-se uma prioridade estratégica para governos, empresas e utilizadores da Internet, sendo essencial para o progresso seguro e sustentável da sociedade. Conflitos no ciberespaço representam ameaças à soberania dos Estados, com potencial de causar danos significativos e paralisar infraestruturas críticas. Com esta iniciativa, Angola reforça a sua soberania digital, implementando políticas e estratégias eficazes para mitigar riscos cibernéticos e proteger o ciberespaço nacional. O Centro Nacional de Cibersegurança também terá a responsabilidade de manter cooperação com organismos internacionais e representar o país em eventos e fóruns globais de cibersegurança.
Coursera anuncia aquisição da Udemy formando uma empresa de US$ 2,5 Bilhões
A plataforma global de educação online Coursera anunciou um acordo definitivo para adquirir a sua concorrente Udemy numa transação totalmente em ações que valoriza a empresa combinada em aproximadamente 2,5 mil milhões de dólares. A operação representa um marco importante na consolidação do mercado de formação digital, com ênfase em competências tecnológicas, inteligência artificial e desenvolvimento profissional. Sob os termos do acordo, os acionistas da Udemy receberão 0,800 ações da Coursera por cada ação da Udemy, o que incorpora um prémio relevante em relação aos preços recentes das ações das duas empresas. A conclusão da aquisição está prevista para segunda metade de 2026, sujeita à aprovação dos reguladores e acionistas. Estratégia: consolidar competências para o mercado de trabalho do futuro A fusão une duas das maiores plataformas de educação digital nos Estados Unidos e no mundo: Segundo as empresas, o objetivo principal é fortalecer a posição da nova plataforma combinada na capacitação de profissionais e organizações em competências tecnológicas de alta procura — especialmente em inteligência artificial, ciência de dados e desenvolvimento de software — respondendo à crescente necessidade global de formação e requalificação da força de trabalho num contexto de rápida evolução tecnológica. Contexto do mercado educacional digital A consolidação ocorre num momento em que o crescimento de matrículas em cursos online desacelerou desde os picos observados durante a pandemia, levando as empresas de educação digital a buscar escala, receitas mais estáveis por assinatura e maior foco em soluções corporativas. A combinação dos portfólios de conteúdos, modelos de negócio e capacidades tecnológicas busca responder a esse cenário competitivo e às expectativas de empregadores por talentos capacitados. As sinergias esperadas incluem uma base de receitas pro forma superior a US$ 1,5 mil milhões e eficiências operacionais que podem gerar cerca de US$ 115 milhões em sinergias de custos anuais dentro de dois anos após o fechamento. Implicações para aprender online e a economia de habilidades A fusão entre Coursera e Udemy reforça um movimento estratégico na indústria de educação tecnodigital. Ao combinar forças, a nova entidade busca posicionar-se como uma plataforma abrangente para formação contínua, requalificação profissional e aprendizagem ao longo da vida, com forte componente em inteligência artificial e tecnologia de ponta — áreas centrais para o futuro do trabalho e competitividade empresarial.



