A Apple, considerada a maior empresa de tecnologia do mundo, enfrenta um processo judicial nos Estados Unidos por supostamente utilizar minerais provenientes da República Democrática do Congo (RDC) em sua cadeia de fornecimento — minerais esses ligados a conflitos armados e violações de direitos humanos. O processo foi apresentado pelo grupo International Rights Advocates (IRAdvocates), que acusa a empresa de incluir em seus dispositivos minerais como cobalto, estanho, tântalo e tungstênio obtidos em condições controversas. Segundo a acusação, a Apple teria se beneficiado de rotas de fornecimento associadas a abusos trabalhistas e financiamento de grupos armados. A ação judicial não busca compensações financeiras diretas, mas solicita que a Apple seja obrigada a reconhecer publicamente que sua conduta violou leis de proteção ao consumidor e a corrigir práticas de marketing consideradas enganosas. Em resposta, a Apple afirma que suspendeu a compra desses minerais da RDC e de Ruanda e que boa parte do cobalto utilizado em seus dispositivos em 2024 foi obtido por meio de reciclagem, reforçando seu compromisso com práticas éticas de fornecimento. Este caso destaca a crescente pressão sobre gigantes tecnológicos para garantirem cadeias de suprimento totalmente livres de minerais de conflito e para responderem de forma transparente a questões éticas e ambientais.