O sistema de transferências instantâneas KWiK, gerido pela EMIS, registou um crescimento exponencial em Outubro de 2025, com mais de 25,2 milhões de transferências realizadas no acumulado do ano e um valor total movimentado de 451,5 mil milhões de kwanzas, segundo o relatório mensal publicado pela instituição. O documento revela ainda que o melhor dia de operações foi 30 de Outubro, com 266.453 transferências processadas — um recorde mensal e anual. Em comparação com 2024, a KWiK registou um aumento superior a 999% tanto no número quanto no valor das operações, confirmando-se como o principal motor de inovação no ecossistema financeiro digital angolano. Em termos mensais, Outubro trouxe um avanço expressivo de 38% no volume de transações e 14,2% no valor movimentado face a Setembro. O valor médio das transferências rondou os 10 mil kwanzas, demonstrando o uso massivo da plataforma em operações quotidianas, desde pagamentos pessoais até transações comerciais. Especialistas do setor destacam que o desempenho da KWiK reforça o avanço da digitalização bancária em Angola, ampliando a inclusão financeira e a confiança nas soluções de pagamento instantâneo. Contudo, alertam que o crescimento exponencial das operações digitais exige maior investimento em segurança cibernética e infraestrutura tecnológica, para garantir estabilidade e proteção dos utilizadores. “A consolidação da KWiK é um marco na transformação digital de Angola. Mas o desafio agora é assegurar que o crescimento venha acompanhado de ciber-resiliência”, aponta o Mundo Infra na análise.
Mobile Banking cresce 62,4% e acelera transformação digital em Angola
O número de utilizadores de Mobile Banking em Angola continua a subir de forma expressiva. Segundo o Relatório Sintético Mensal da EMIS, referente a outubro de 2025, o serviço Multicaixa Express registou um total de 1,87 milhão de utilizadores activos, o que representa um crescimento de 62,4 % em relação ao mesmo período de 2024. O Mobile Banking consolidou-se como o principal canal de transações financeiras electrónicas, absorvendo uma fatia cada vez maior das operações realizadas na rede Multicaixa. Apenas em outubro, o sistema movimentou mais de 1,9 milhão de milhões Kz, o equivalente a 64 % de todas as operações financeiras registadas no país. Especialistas do sector apontam que este avanço reflecte não apenas a confiança dos consumidores angolanos nas soluções digitais, mas também o impacto directo das políticas de inclusão financeira e da expansão da rede de telecomunicações, que hoje cobre mais municípios e zonas periurbanas. O relatório da EMIS destaca ainda que o número de transações via QRCode e pagamentos móveis mantém ritmo acelerado, impulsionado pela integração de novas funcionalidades nos bancos comerciais e pelo uso crescente de aplicações para pagamentos de serviços, recargas e compras do dia-a-dia. A tendência confirma que Angola está a atravessar uma fase sólida de transformação digital no sector financeiro, em linha com o plano governamental de digitalização da economia e modernização dos meios de pagamento. “O Multicaixa Express é hoje o canal mais utilizado em Angola, com forte adesão do público jovem e urbano”, indica a EMIS no documento.
Governo injeta 524,7 mil milhões Kz na modernização do sistema de ensino
Em 2026, o Governo angolano destinou Kz 524,7 mil milhões ao programa «Expansão e Modernização do Sistema de Ensino», conforme consta na proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE 2026). Esta dotação coloca a educação digital e a modernização das infraestruturas escolares entre as mais relevantes prioridades do plano orçamental. A rubrica integra iniciativas que visam transformar o sistema educativo, incluindo a instalação de salas de informática em escolas, expansão da internet de alta velocidade nas instituições académicas, implementação de laboratórios de TIC e formação de docentes em ferramentas digitais. Segundo o Ministério das Finanças, estas ações farão parte da agenda do país de “transformação tecnológica e inclusão digital” alinhadas ao Plano de Desenvolvimento Nacional (2023-2027). Os especialistas apontam que este investimento poderá levar à aceleração da digitalização do ensino, ao impulso da inclusão tecnológica nas zonas rurais e ao aumento da competitividade internacional dos estudantes angolanos. No contexto do ecossistema mais amplo, a aposta em educação digital fortalece também a base de talentos para os futuros projetos de infraestruturas digitais, telecomunicações e inovação em Angola. Apesar da relevância, o setor educativo enfrenta desafios como a necessidade de manutenção das infraestruturas, a capacitação contínua dos docentes e a garantia de acesso igualitário à conectividade em todo o país. A dotação alocada no OGE 2026 sinaliza que o Governo reconhece estes obstáculos e busca dar resposta através de recursos orçamentais expressivos.



