A República Democrática do Congo (RDC) está a posicionar-se como um dos principais polos energéticos e tecnológicos de África, ao propor o uso do Grand Inga Dam — o maior projeto hidroelétrico em planeamento no mundo, com capacidade estimada em mais de 40 000 megawatts (MW) — para fornecer energia limpa a datacenters de Inteligência Artificial. De acordo com a Bloomberg (16 de outubro de 2025), o governo congolês pretende transformar o local, situado no rio Congo, num ponto estratégico de energia verde para impulsionar o crescimento da economia digital africana. Com apenas 2 GW atualmente operacionais, o potencial total do Grand Inga é suficiente para abastecer várias nações africanas e apoiar infraestruturas digitais de larga escala, incluindo centros de processamento de dados e computação de alto desempenho (HPC). O projeto, apoiado por parcerias internacionais e instituições como o The World Bank, reforça a ambição do país em unir energia sustentável e inovação tecnológica, colocando o Congo no mapa global da transição energética e transformação digital.
OpenAI lança a primeira academia africana de IA na Universidade de Lagos
A OpenAI anunciou o lançamento da sua primeira academia africana de Inteligência Artificial, sediada na Universidade de Lagos (UNILAG), na Nigéria. A iniciativa foi apresentada durante a International Week 2025 da instituição e marca a chegada formal da OpenAI ao continente africano com um projeto dedicado à formação e capacitação em IA. O programa visa promover o acesso à educação tecnológica de ponta, com foco em cursos práticos, workshops e desenvolvimento de soluções adaptadas aos desafios locais. Segundo Emmanuel Lubanzadio, responsável pela OpenAI em África, a escolha da UNILAG reflete o potencial crescente da Nigéria como centro de inovação e o papel estratégico de África no futuro da inteligência artificial. A academia representa um passo importante para ampliar a literacia digital e preparar a próxima geração de talentos africanos, reforçando o compromisso global da OpenAI com a inclusão tecnológica e o desenvolvimento de competências locais.
China acusa os EUA de ataque cibernéticos ao Centro Nacional de Serviço de Horário
As tensões no ciberespaço voltam a subir. O Governo chinês acusou oficialmente os Estados Unidos, por meio da sua Agência de Segurança Nacional (NSA), de conduzir ataques cibernéticos contra o Centro Nacional de Serviço de Horário — uma infraestrutura crítica responsável pela sincronização temporal de redes, comunicações e sistemas digitais em todo o país. Segundo o Ministério da Segurança do Estado da China, os ataques ocorreram entre 2022 e 2024 e visaram obter dados sensíveis e acesso remoto a servidores estatais. Pequim afirma possuir “provas irrefutáveis” das invasões, que teriam explorado vulnerabilidades em dispositivos móveis e plataformas de comunicação utilizadas por funcionários da agência. As autoridades norte-americanas ainda não comentaram oficialmente as alegações, mas o caso reacende o debate global sobre segurança digital, soberania tecnológica e espionagem cibernética entre grandes potências.
AWS enfrenta falha global que afeta múltiplos serviços online
A Amazon Web Services (AWS), uma das maiores plataformas de computação em nuvem do mundo, registou uma falha significativa na sua região US-EAST-1 nesta segunda-feira, 20 de outubro de 2025, provocando lentidão e interrupções em diversos serviços digitais. Entre os sistemas afetados estiveram Snapchat, Robinhood, Coinbase, Fortnite e o assistente Alexa, que relataram instabilidade e falhas de autenticação. Segundo a Amazon, a origem do problema está relacionada a “aumentos nas taxas de erro e latência em múltiplos serviços”, entre eles IAM e DynamoDB, fundamentais para o funcionamento de milhares de aplicações. Apesar do impacto concentrar-se na região norte-americana, o reflexo foi sentido em plataformas e serviços em várias partes do mundo, incluindo empresas que dependem da AWS para operações críticas na nuvem. O episódio reacende o debate sobre resiliência digital e dependência de grandes provedores de cloud computing, reforçando a necessidade de estratégias multicloud e planos robustos de continuidade de negócio.
Afreximbank lança o Africa Trade Gateway para impulsionar o comércio digital
A African Export-Import Bank (Afreximbank) lançou oficialmente, em Kigali (Ruanda), a 14 de outubro de 2025, o Africa Trade Gateway (ATG) — uma plataforma digital que integra soluções de pagamentos, verificação de empresas, financiamento e logística para impulsionar o comércio intra-africano. O ATG funciona como uma porta digital única para negócios em África, reunindo ferramentas como o PAPSS (sistema de pagamentos pan-africano), o MANSA (plataforma de due diligence) e outros serviços que simplificam operações comerciais no continente. A iniciativa posiciona o continente num novo patamar de transformação digital e integração económica, reforçando a Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA) e criando novas oportunidades para startups, fintechs e empresas de tecnologia. Com o lançamento em Ruanda, um dos países mais avançados digitalmente do continente, o Afreximbank dá um passo decisivo para tornar o comércio africano mais ágil, seguro e digital.
“Pão Pão Queijo Queijo” vence o concurso universitário de programação 2025
A equipa “Bread Bread Cheese Cheese”, do ISPTEC, conquistou o primeiro lugar na 9.ª edição do Concurso Universitário Angolano de Programação (AOCPC 2025), realizada nos dias 16 e 17 de outubro, no Complexo Polidesportivo do ISPTEC – Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências . A competição reuniu 45 equipas de 32 instituições e 14 províncias, desafiando estudantes a resolver problemas computacionais em tempo limitado, promovendo a lógica, o trabalho em equipa e a inovação tecnológica. O ISAF conquistou o segundo lugar com as equipas Sísifo, Atlas e Prometheus, e o INSTIC garantiu o terceiro com a equipa TATAKAE. O concurso tem como objetivo estimular o pensamento algorítmico e selecionar as equipas que representarão Angola nas competições internacionais da ICPC – International Collegiate Programming Contest.
Startup Mamboo atinge marco de 1 milhão de entregas
A Mamboo, startup de logística e delivery fundada em abril de 2020, atingiu a marca de 1 milhão de entregas realizadas em cinco anos, uma média de cerca de 200 mil entregas por ano. Apesar de operar num contexto com baixa literacia digital e poder de compra reduzido, a empresa conseguiu crescer rapidamente. Em 2024 fez aproximadamente 275 mil pedidos, e para 2025 projeta cerca de 320 mil entregas, o que representa um crescimento estimado de 15 % em relação ao ano anterior. Além do serviço de entregas peer-to-peer (P2P) e logística empresarial, a Mamboo opera também como marketplace integrado (mais de 600 parceiros activos) e possui carteira digital própria, a “Mamboo Pay”.
Angola vai criar agência espacial e academia nacional de cibersegurança
Angola prepara-se para dar dois passos decisivos na consolidação da sua soberania digital: a criação da Agência Espacial Angolana e da Academia Nacional de Cibersegurança. As duas instituições foram anunciadas pelo Presidente João Lourenço no seu discurso sobre o Estado da Nação 2025, e fazem parte da estratégia governamental de modernização tecnológica e proteção das infraestruturas digitais. A Agência Espacial irá reforçar o Programa Espacial Nacional, responsável pela operação do ANGOSAT-2, enquanto a Academia Nacional de Cibersegurança será o centro de formação e pesquisa dedicado à proteção de dados, defesa cibernética e cultura nacional de segurança digital.
Angola já conta com mais de 20 mil km de ligação por fibra óptica
A rede nacional de fibra óptica ultrapassou a marca dos 20 mil quilómetros instalados, reforçando a conectividade entre províncias e a integração digital de Angola com o mundo. O país está hoje ligado por infraestruturas terrestres e cabos submarinos que asseguram conexões com a República Democrática do Congo, Zâmbia, Namíbia e Brasil, além de pontos estratégicos da costa ocidental africana. Esse avanço impulsiona o crescimento de serviços digitais, telecomunicações e inovação tecnológica, posicionando Angola como um ponto de interconexão regional e um dos polos emergentes de conectividade em África.



